Após decisões do TJSC e STF, cartomante enfrentará novo júri por atentado em Chapecó

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Após decisões do TJSC e STF, cartomante enfrentará novo júri por atentado em Chapecó

Publicado em: — www.tjsc.jus.br

No próximo dia 3 de dezembro, às 8h45, está prevista a realização de uma sessão do Tribunal do Júri em que uma mulher será novamente julgada sob a acusação de tentativa de homicídio qualificado. O crime ocorreu na tarde de 3 de junho de 2019, em frente a uma casa lotérica no centro de Chapecó. No primeiro julgamento, realizado em maio de 2022, a ré foi absolvida dessa acusação. Após recurso do Ministério Público, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) anulou a decisão absolutória em relação à mulher e determinou que ela fosse submetida a novo júri.

A decisão do TJSC foi proferida em agosto de 2023. Em fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou seguimento ao recurso, desta vez, apresentado pela defesa contra a determinação de novo julgamento. Na primeira sessão, os trabalhos se estenderam por dois dias. A ré, cartomante na cidade, foi condenada a quatro anos de reclusão pelo crime de extorsão, por ter constrangido uma mulher a efetuar pagamento de valores mediante ameaça de morte contra ela e o neto. Na ocasião, a acusada foi autorizada a recorrer em liberdade da sentença condenatória.

O então marido da cartomante, conhecido como “Cigano”, também foi julgado naquela sessão. O homem foi condenado a 12 anos de reclusão por tentativa de homicídio qualificado, cometido mediante paga ou promessa de recompensa e com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. A mesma acusação havia sido imputada à mulher (Autos n. 5027944-57.2021.8.24.0018).

Acesse para ver a cobertura do júri de 2022

Envolvidos

Este será o quarto júri relacionado ao caso. O autor dos disparos foi julgado em 25 de novembro de 2021 e condenado a 15 anos e oito meses de prisão, em regime fechado. Os jurados reconheceram as qualificadoras da paga ou promessa de recompensa e do emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. A condenação também abrangeu os crimes de porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada e uso de documento falso (Autos n. 0005753-74.2019.8.24.0018).

Acesse para ver a cobertura do júri de 2021

A mulher que havia sido acusada de encomendar o crime, ex-companheira de um empresário chapecoense, foi submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri em fevereiro de 2026. Ela foi absolvida pelos jurados. Após recurso do Ministério Público, o TJSC manteve a decisão absolutória. De acordo com a denúncia, essa mulher teria procurado a cartomante em busca de reconciliação com o ex-marido, que estava em um novo relacionamento. Como o suposto trabalho espiritual, pelo qual teria pago cerca de R$ 300 mil, não produziu o resultado esperado, a cartomante teria proposto o homicídio da atual companheira do homem.

Ainda segundo a acusação, um atirador foi contratado pelo marido da cartomante para executar o crime e recebeu a orientação de simular um latrocínio (roubo com resultado morte). Dos R$ 35 mil prometidos, R$ 15 mil teriam sido pagos antecipadamente. Na tarde de 3 de junho de 2019, três disparos atingiram a cabeça da vítima, que foi socorrida e sobreviveu ao atentado. O autor dos disparos, de nacionalidade paraguaia, fugiu em uma motocicleta e foi preso minutos depois. Segundo a denúncia do Ministério Público, após o atentado, a cartomante teria exigido mais dinheiro da mulher para deixar a cidade com o marido. Sob ameaça de morte contra ela e o neto, a mulher entregou cheques que totalizaram R$ 800 mil, dos quais R$ 90 mil foram compensados.

Fonte oficial:
https://www.tjsc.jus.br/web/imprensa/-/apos-decisoes-do-tjsc-e-stf-cartomante-enfrentara-novo-juri-por-atentado-em-chapeco?redirect=%2Fweb%2Fimprensa%2Fnoticias

No próximo dia 3 de dezembro, às 8h45, está prevista a realização de uma sessão do Tribunal do Júri em que uma mulher será novamente julgada sob a acusação de tentativa de homicídio qualificado. O crime ocorreu na tarde de 3 de junho de 2019, em frente a uma casa lotérica no centro de Chapecó. No primeiro julgamento, realizado em maio de 2022, a ré foi absolvida dessa acusação. Após recurso do Ministério Público, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) anulou a decisão absolutória em relação à mulher e determinou que ela fosse submetida a novo júri.

A decisão do TJSC foi proferida em agosto de 2023. Em fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou seguimento ao recurso, desta vez, apresentado pela defesa contra a determinação de novo julgamento. Na primeira sessão, os trabalhos se estenderam por dois dias. A ré, cartomante na cidade, foi condenada a quatro anos de reclusão pelo crime de extorsão, por ter constrangido uma mulher a efetuar pagamento de valores mediante ameaça de morte contra ela e o neto. Na ocasião, a acusada foi autorizada a recorrer em liberdade da sentença condenatória.

O então marido da cartomante, conhecido como “Cigano”, também foi julgado naquela sessão. O homem foi condenado a 12 anos de reclusão por tentativa de homicídio qualificado, cometido mediante paga ou promessa de recompensa e com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. A mesma acusação havia sido imputada à mulher (Autos n. 5027944-57.2021.8.24.0018).

Acesse para ver a cobertura do júri de 2022

Envolvidos

Este será o quarto júri relacionado ao caso. O autor dos disparos foi julgado em 25 de novembro de 2021 e condenado a 15 anos e oito meses de prisão, em regime fechado. Os jurados reconheceram as qualificadoras da paga ou promessa de recompensa e do emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. A condenação também abrangeu os crimes de porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada e uso de documento falso (Autos n. 0005753-74.2019.8.24.0018).

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A mulher que havia sido acusada de encomendar o crime, ex-companheira de um empresário chapecoense, foi submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri em fevereiro de 2026. Ela foi absolvida pelos jurados. Após recurso do Ministério Público, o TJSC manteve a decisão absolutória. De acordo com a denúncia, essa mulher teria procurado a cartomante em busca de reconciliação com o ex-marido, que estava em um novo relacionamento. Como o suposto trabalho espiritual, pelo qual teria pago cerca de R$ 300 mil, não produziu o resultado esperado, a cartomante teria proposto o homicídio da atual companheira do homem.

Ainda segundo a acusação, um atirador foi contratado pelo marido da cartomante para executar o crime e recebeu a orientação de simular um latrocínio (roubo com resultado morte). Dos R$ 35 mil prometidos, R$ 15 mil teriam sido pagos antecipadamente. Na tarde de 3 de junho de 2019, três disparos atingiram a cabeça da vítima, que foi socorrida e sobreviveu ao atentado. O autor dos disparos, de nacionalidade paraguaia, fugiu em uma motocicleta e foi preso minutos depois. Segundo a denúncia do Ministério Público, após o atentado, a cartomante teria exigido mais dinheiro da mulher para deixar a cidade com o marido. Sob ameaça de morte contra ela e o neto, a mulher entregou cheques que totalizaram R$ 800 mil, dos quais R$ 90 mil foram compensados.


Fonte:
www.tjsc.jus.br