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A Alfândega da Receita Federal em Salvador forneceu orientação e acompanhou todo o processo da maior repatriação de obras de arte já realizada no Brasil. Ao todo, 666 obras de artistas afro-brasileiros, que integravam uma coleção privada organizada pelas norte-americanas Bárbara Cervenka, artista plástica, e Marion Jackson, historiadora da arte, retornaram ao Brasil, após 30 anos no exterior, e vão compor o acervo do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, em Salvador.
As obras chegaram a Salvador no dia 12 de janeiro, após um complexo processo logístico internacional, que envolveu embalagem especializada, adequação às normas de conservação museológica, trâmites alfandegários e transporte técnico especializado, que contou com o suporte da Alfândega da Receita Federal em Salvador.
A coleção é composta por pinturas, esculturas, fotografias, xilogravuras, arte sacra, gravuras, estampas e outras tipologias, abrangendo diferentes gerações, territórios e linguagens artísticas, e reunindo obras de nomes fundamentais da produção afro-brasileira, como J. Cunha, Goya Lopes, Zé Adário, Lena da Bahia, Raimundo Bida, Sol Bahia, Manoel Bonfim, entre muitos outros.
A repatriação representa um marco para a cultura brasileira, ao reverter o fluxo histórico de saída, apagamento e dispersão de obras produzidas por artistas negros, muitas vezes excluídos dos circuitos institucionais, do mercado e da historiografia oficial da arte.
A cerimônia de entrega oficial das obras ocorreu, nesta segunda-feira (26), na mesma data em que se comemora o Dia Internacional das Aduanas, e contou com a presença de artistas e da Ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes.
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