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Acordos resultam em R$ 2,5 milhões para trabalhadores que sofreram acidentes de trabalho

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Números são da pauta temática Abril Verde, iniciativa nacional da JT para agilizar solução de processos envolvendo saúde e segurança no trabalho

08/05/2026 18h11, atualizada em 08/05/2026 19h08

Um total de 35 acordos, realizados pela Justiça do Trabalho de Santa Catarina, resultaram em R$ 2,5 milhões para trabalhadores e trabalhadoras que ingressaram com ações trabalhistas pedindo reparação por acidentes ou doenças do trabalho.

Os números são da pauta “Abril Verde”, ocorrida entre os dias 27 e 30 de abril. De âmbito nacional, a iniciativa é promovida pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e tem como objetivo agilizar a solução de processos envolvendo acidentes e doenças do trabalho.
 

Acordos

Em Santa Catarina, a maior parte dos acordos ficou a cargo do Centro de Conciliação (Cejusc) Trabalhista de 2º Grau, supervisionado pela juíza Maria Aparecida Jeronimo. Foram 32 acordos, totalizando mais de R$ 2,2 milhões em valores homologados.

Ainda em Florianópolis, o Cejusc de 1º grau conseguiu conciliar dois processos, com mediação da juíza supervisora Indira de Sousa.

Em um deles, um trabalhador que fazia montagem de esquadrias e serviço de carregamento de objetos pesados alegou ter adquirido doenças ocupacionais nos ombros, punhos, cotovelos e joelhos, comprometendo sua saúde e capacidade laborativa.

A conciliação foi fixada em R$ 199 mil. No outro acordo, o autor sofreu um acidente com máquina que atingiu seu rosto e causou trauma facial e dentário. O valor ficou em R$ 115 mil.
 

Imagem
Print de tela de uma audiência sendo realizada de forma virtual

Audiência de conciliação do Cejusc 1º grau

 

Conciliação no oeste

Também houve acordo no oeste catarinense. Em Xanxerê, um trabalhador haitiano que atuava em um frigorífico vai receber R$ 35 mil decorrente de acordo com a empresa. 

Ele ingressou com ação pedindo rescisão indireta do contrato de trabalho, alegando o não pagamento de adicional de insalubridade e a realização de horas extras habituais, o que, segundo ele, teria provocado o adoecimento, com dores constantes nos ombros. O trabalhador atuou por dois anos na empresa.
 

 

Clayton Wosgrau

Fonte: TRT-12